Por que contratar um arquiteto?

Esta carta do Arquiteto João Batista Vilanova Artigas ilustra de maneira clara a importância da contratação de um arquiteto.

Carta ao cliente

Confesso que não me assustei muito ao ler sua carta contando o resultado da conferência para autorização de um projeto para o São Lucas. Estas coisas acontecem sempre porque, por falta de costume, quem constrói, nem sempre avalia o plano de como deveria fazê-lo. Se eu insisto em aconselhá-lo mais uma vez para que consiga um arquiteto para dirigir os trabalhos de seu hospital, não é somente porque desejo muito trabalhar para um hospital modelo, mas porque, e principalmente porque, não posso crer que uma obra, da importância da sua, possa nascer sem estudo prévio. É vezo brasileiro fazer as coisas sem plano inicial perfeitamente elaborado; quando se pergunta sobre como ficarão estes e aqueles pormenores, a resposta é sempre a mesma: Ah! Isso depois, na hora, veremos.
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Meu último adeus ao Paulo

Conheci o arquiteto Paulo Bastos em circunstâncias muito diferentes da maioria das pessoas. Na época eu ainda trabalhava na prefeitura de Santo André e queria voltar à iniciativa privada, motivo pelo qual estava cursando uma segunda graduação em administração.

Conversei pessoalmente com ele em abril de 2010, numa entrevista de emprego. Seu jeito de falar, de olhar e sua visão de mundo me lembraram de imediato meu avô materno. E uma conversa rápida me trazia de volta a um mundo que eu não via há muito tempo, o da boa arquitetura, responsável e ética. Tal como a FAU ensinou.

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Nota de Roberto Freire sobre a morte do arquiteto Paulo Bastos

O Brasil perde um dos seus grandes arquitetos

Faleceu, nesta segunda-feira (dia 27), na cidade de São Paulo, Paulo de Mello Bastos, um dos maiores nomes da Arquitetura brasileira. Seu velório ocorreu nesta terça-feira (dia 28), no Cemitério São Paulo, em Pinheiros, e seu corpo foi cremado, às 15h, no Crematório Dr. Jayme Augusto Lopes, na Vila Alpina.

Diplomado pela Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da USP, em 1959, desde 1978, assumira a cátedra da FAU/PUC de Santos-SP. Foi presidente do Condephaat e era membro do International Council on Monuments and Sites (Icomos), órgão consultor da Unesco, do qual foi secretário geral no Brasil. Identificado com as lutas por cidades sustentáveis, foi vice-presidente do Movimento Defenda São Paulo e representante das entidades ambientalistas no Conselho Estadual de Meio Ambiente paulista.
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