Planos de negócios para escritórios de arquitetura e urbanismo [e]

Hoje farei aqui a abertura de um assunto que deve vir a tomar o espaço deste blog em uma sequência de textos nos quais falaremos sobre aspectos de planejamento e gestão dos escritórios de arquitetura e urbanismo. Fique à vontade para comentar, fazer sugestões ou solicitações, a ideia é abrir um debate tão amplo quanto possível sobre estas que (segundo os próprios arquitetos titulares dos escritórios brasileiros) são grandes dificuldades enfrentadas diariamente no espaço de trabalho dos arquitetos por excelência.

Ao longo dos anos de 2018 a 2020, foi realizada uma pesquisa no âmbito do curso de pós-graduação em arquitetura e urbanismo da FAU-USP (primeira publicidade dada aos resultados em 17/12/2020, na defesa de tese) sobre os desafios e aspectos críticos para a construção de planos de negócios para escritórios de arquitetura e urbanismo. Há muito o que comentar sobre esse estudo, que nos alimentou com um volume muito grande de informações, e pretendemos divulgar o máximo possível, de forma organizada a partir de agora, de diversas formas: através de organizações profissionais de classe, publicação de artigos científicos, por este blog, e assim por diante. Fique à vontade para sugerir que assunto você gostaria que fosse abordado primeiro – e para isso também escrevo hoje, abrindo o espaço de comentários abaixo para suas sugestões.

A tese de doutorado resultante da pesquisa acima citada passa atualmente por trâmites burocráticos para sua publicação no site de Teses da Universidade de São Paulo, e divulgaremos por aqui o link de acesso assim que estiver disponível.

As entrevistas que realizamos ao longo do estudo mostram que é urgente capacitar os gestores de escritórios de arquitetura e urbanismo para atividades de gestão, sejam eles de fins lucrativos ou não. Essa constatação vem das próprias palavras dos entrevistados e da identificação de lacunas e confusões de conceitos que colocam a operação e continuidade dos escritórios em risco, além de fragilizar o papel do arquiteto e urbanista enquanto agente de transformação social.

A conversa começa agora. Convidamos você a participar, queremos muito te ouvir. Atente-se também às próximas publicações sobre o assunto.

Até a próxima.

9 comentários em “Planos de negócios para escritórios de arquitetura e urbanismo [e]”

    1. Olá, Enio!

      Sempre presente, meu caro! Obrigado prestígio! Estamos juntos nessa construção.

      Abraço,

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  1. olá professor !
    Estou prestes a me inserir no mercado de trabalho e por isto tenho me interessado bastante por assuntos relacionados a gestão e modelos de negócios. Estou gostando bastante das suas publicações! Gostaria no entanto de entender mais sobre a caracterização dos modelos de negócios do tipo “apoiador, autoral e operacional”. Teria algum exemplo de empresas / escritórios que remetam a esses conceitos ?

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    1. Olá, Dhessica!

      Fico feliz que esteja gostando, vem muito mais por aí!

      A pesquisa que deu origem a essas conclusões foi autorizada por um Comitê de Ética, e sou obrigado a seguir rigorosamente as instruções deles. Por este motivo, não posso dar exemplos nominais para preservar o anonimato dos escritórios estudados. Mas posso te ajudar exemplificando pelos arquétipos, acho que você vai conseguir visualizar com precisão:
      a) O modelo autoral é o mais divulgado pela imprensa técnica e especializada. É o caso dos escritórios mais famosos e que figuram em capas de revistas especializadas, por exemplo.
      b) O modelo operacional é o caso dos escritórios conhecidos pela alta competência técnica que vendem serviços específicos e muito especializados. Por esse mesmo motivo que eu digo que seus processos são mais rígidos, pois não há necessidade corriqueira de flexibilizar suas esteiras de produção.
      c) O modelo apoiador é o mais inovador, muitos arquitetos não o conhecem, e percebo que alguns não o compreendem bem (ou não o reconhece sob o título de “escritório de arquitetura”). Alguns fazem tropicalização de marcas estrangeiras de franquias, fazendo muito mais que o projeto do espaço físico ou programação visual: auxilia também na adequação do modelo de negócios do cliente ao ambiente nacional. Observe que isso exige conhecimentos variados e aprofundados, portanto exige uma rede robusta de consultores e assessores técnicos de alta qualificação e competências. Existem escritórios assim que trabalham, por exemplo, para o setor hospitalar.

      Espero ter ajudado!

      Abraços,

      RT

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  2. olá professor !
    Estou prestes a me inserir no mercado de trabalho e por isto tenho me interessado bastante por assuntos relacionados a gestão e modelos de negócios. Estou gostando bastante das suas publicações! Gostaria no entanto de entender mais sobre a caracterização dos modelos de negócios do tipo “apoiador, autoral e operacional”. Teria algum exemplo de empresas / escritórios que remetam a esses conceitos ?

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    1. Olá!

      Fico feliz que esteja gostando dos textos! Ainda vem mais por aí.

      Acabo de responder essa mesma pergunta em outro local, imagino que você seja a mesma pessoa. Por precaução, reproduzo também aqui abaixo.

      A pesquisa que deu origem a essas conclusões foi autorizada por um Comitê de Ética, e sou obrigado a seguir rigorosamente as instruções deles. Por este motivo, não posso dar exemplos nominais para preservar o anonimato dos escritórios estudados. Mas posso te ajudar exemplificando pelos arquétipos, acho que você vai conseguir visualizar com precisão:
      a) O modelo autoral é o mais divulgado pela imprensa técnica e especializada. É o caso dos escritórios mais famosos e que figuram em capas de revistas especializadas, por exemplo.
      b) O modelo operacional é o caso dos escritórios conhecidos pela alta competência técnica que vendem serviços específicos e muito especializados. Por esse mesmo motivo que eu digo que seus processos são mais rígidos, pois não há necessidade corriqueira de flexibilizar suas esteiras de produção.
      c) O modelo apoiador é o mais inovador, muitos arquitetos não o conhecem, e percebo que alguns não o compreendem bem (ou não o reconhece sob o título de “escritório de arquitetura”). Alguns fazem tropicalização de marcas estrangeiras de franquias, fazendo muito mais que o projeto do espaço físico ou programação visual: auxilia também na adequação do modelo de negócios do cliente ao ambiente nacional. Observe que isso exige conhecimentos variados e aprofundados, portanto exige uma rede robusta de consultores e assessores técnicos de alta qualificação e competências. Existem escritórios assim que trabalham, por exemplo, para o setor hospitalar.

      Espero ter ajudado!

      Abraços,

      RT

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