Contas nacionais: resumo do cálculo para comércio exterior

Introdução à economia Gregory Mankiw

As contas nacionais, no que se refere ao comércio exterior, podem ser resumidas da seguinte forma:

balança comercial é obtida pela diferença entre Exportações FOB [1] (soma) e Importações FOB (subtrai).

(+) Exportações FOB
(-) Importações FOB
(=) Balança Comercial (A)

Balanço de transações correntes ou Saldo de conta corrente parte do resultado da Balança Comercial (A) e adiciona a consideração de Serviços e rendas (B) e as Transferências unilaterais correntes (C).

Os Serviços e rendas (B) incluem fretes, seguros, transferências de lucros, viagens, juros e royalties.

As Transferências unilaterais correntes (C) são as remessas internacionais de recursos realizadas por indivíduos. Envio de dinheiro do exterior a familiares, por exemplo, se enquadra nesta categoria.

(+/-) Resultado da Balança Comercial (A)
(+/-) Serviços e rendas (B)
(+/-) Transferências unilaterais correntes (C)
(=) Balanço de transações correntes ou Saldo de conta corrente (D) Continuar lendo Contas nacionais: resumo do cálculo para comércio exterior

O que é conflito de agência? [GA]

Preços e economia de arquitetura e urbanismo

O conflito de agência surge sempre que existe uma pessoa ou organização agindo em nome de outra. O primeiro (agente) tem seus próprios objetivos, interesses e agendas que podem estar em algum tipo de conflito com objetivos, interesses e agendas de quem o delegou (principal). Nesta relação, arquitetos e escritórios de arquitetura se posicionam nos dois polos, dependendo do momento.

O cliente contrata outra pessoa ou organização para a prestação de serviços técnicos em arquitetura e urbanismo por não ter conhecimento, recursos ou interesse para fazê-lo por conta própria. Transforma a empresa de arquitetura em seu agente, confiando que seus interesses serão adequadamente tratados, e aqui começa uma zona nebulosa ao arquiteto contratado em alguns aspectos. Continuar lendo O que é conflito de agência? [GA]

O que é tradeoff? [GA]

tradeoff

A tomada de decisões pelo gestor nunca é uma tarefa simples. Frente a duas possibilidades de conduta, nem sempre estará claro qual delas promoverá mais benefício. Cada possibilidade de conduta terá suas condições específicas, diferentes probabilidades de sucesso, diferentes potenciais de geração de resultados, diferentes interdependências com outras condutas, e assim por diante.

Assim como o processo projetual, a gestão de um empreendimento também não é linear nem mapeável. O gestor trabalha quase o tempo todo tomando decisões em cenários de incerteza ou de escuridão absoluta. A cada decisão tomada em que outra possibilidade precisa ser descartada, existe o chamado tradeoff: é uma espécie de custo de oportunidade de uma escolha, o que você deixa de ter por ter optado pela hipótese alternativa. A vida é cheia de tradeoffs: quando você compra alguma coisa e deixa de comprar outra, quando escolhe uma faculdade em detrimento de outra, quando opta por uma carreira em detrimento de inúmeras outras, quando viaja para um destino e deixa de ir para outro, quando casa com alguém, quando sai de casa, quando fica em casa… Não deveria causar nenhum espanto que o mesmo ocorra na gestão de um empreendimento.

Ao enfrentar um problema envolvendo tradeoffs, dois aspectos principais devem ser considerados:

  1. Qual é o objetivo a ser atingido, qual escolha parece nos aproximar mais dele?
  2. Qual será o consumo de recursos (materiais, financeiros, tempo etc.) da escolha? Qual escolha tem melhor relação entre avanços em direção ao objetivo frente ao seu custo total?

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Os limites da inovação em PPP

Detalhe da intervenção de Haussmann em Paris

Os contratos administrativos de parceria público-privada (PPP) conferem um potencial imenso de inovação para as cidades. Mais que permitir inovações tecnológicas, esses contratos customizáveis, medidos por desempenho na prestação de serviços e com riscos bem delimitados permitem às prefeituras, estados e União a criação de novos arranjos e pacotes de incentivos ao parceiro privado. Isso abre um gigantesco leque de oportunidades para que soluções de serviços públicos desejadas por todos há muito tempo possam sair do papel.

Por outro lado, todo esse potencial só se concretizará se todas as partes envolvidas na estruturação do projeto de concessão estiverem conscientes de suas potencialidades. Nenhuma inovação real ocorrerá se poder concedente, estruturadores, consultorias técnicas e instituições de fomento não encararem o desenho da concessão como algo diferente de uma construção convencional de ativos indiferenciados do que se já produz de outras formas. Continuar lendo Os limites da inovação em PPP

Por que vale a pena fazer PPP habitacional?

Os contratos de PPP (parcerias público-privada) são pouco compreendidos pelos gestores habituados a contratos de curto prazo, como contratos habitacionais Minha Casa Minha Vida tradicionais. Isso acontece porque a PPP é um contrato administrativo de longo prazo, e por este motivo precisa ser analisado sob a perspectiva de fluxo de caixa descontado. Em suma, o investidor privado faz uma obra (constrói o ativo) e depois segue com ele prestando diversos serviços associados ao ativo por um prazo longo, recebendo contraprestações pecuniárias periódicas até o final do prazo contratual.

PPP é a contratação da prestação de um serviço, e não de uma obra. Ou seja, a prefeitura, numa PPP habitacional, contrata a prestação de serviços habitacionais (manutenção dos edifícios, trabalho social, gestão da carteira, etc.), e não apenas da construção de um empreendimento habitacional. Outra informação relevante, no caso de PPP de Locação Social, é que as unidades habitacionais reverterão ao bem público ao final do contrato. Ou seja, no contrato desse tipo de PPP a prefeitura contrata também a construção de um parque público de habitação social. Continuar lendo Por que vale a pena fazer PPP habitacional?