Mercados: retorno do Carnaval

Não haverá pregão na B3, bem como liquidações no Tesouro Direto, nos dias 04 e 05/03/2019.

Retornarão na Quarta-Feira de Cinzas, dia 06/03/2019O pregão terá início às 13h, e o Tesouro Direto abrirá às 14h.

Por que devo ficar com o título do tesouro até o vencimento?

O tesouro direto é um dos investimentos mais seguros hoje no Brasil. Em outros países isso significaria baixo rendimento (ou até negativo). Mas aqui, por uma série de idiossincrasias de nossas políticas econômica e fiscal, é também um investimento de retorno interessante mesmo para riscos maiores.

Porém, o retorno só é garantido para a data do vencimento do título. Antes disso, uma eventual venda seria feita em mercado secundário, precificada por marcação a mercado. Portanto, antes do vencimento, tudo pode acontecer, e este título se comporta como renda variável. Continue lendo “Por que devo ficar com o título do tesouro até o vencimento?”

Proteja seu dinheiro: enquanto aguardamos pelo novo Brasil…

Obviamente estamos num momento de transição que extrapola a esfera política nacional. E será uma transição lenta, ao que as insistências irracionais indicam… Mas não é necessariamente um momento ruim para o investidor. Ainda somos o último peru com farofa do mundo (prestes a deixar de sê-lo), para citar o professor Delfim.

Enquanto aguardamos pelo novo Brasil que, tímido, começa a aparecer aqui e ali, ainda temos uma taxa Selic meta de 14,25% ao ano em títulos de Tesouro Direto acessíveis a qualquer um (com menos de 30 reais você entra na farra). E a reboque vem toda a enorme família italiana do CDI. O risco? Claro, os CDS estão gritando a bagunça fiscal que esse pedaço da América do Sul virou, mas a moratória que vem em nossa direção ainda se confunde com a luz no fim do túnel. Dá tempo de ganhar e sair.

E sair para onde?

Ora, já passamos por situações caricatas nesta terra no passado, estamos apenas mantendo nossa tradição. E recomendo que você olhe como foi o comportamento da Continue lendo “Proteja seu dinheiro: enquanto aguardamos pelo novo Brasil…”

Renda fixa volátil 

O Tesouro Direto deve ser hoje a renda fixa com maior volatilidade no mercado secundário do Brasil. Os títulos, marcados a mercado, estão flutuando tanto que as negociações estão sendo interrompidas com frequência.

Investimento conservador com circuit break: mais uma idiossincrasia nacional.

Pensando melhor… Nem tão conservador assim, se olharmos para o risco crescente de calote brasileiro, segundo mede a negociação de CDS para o prêmio por este risco…

Proteja seu dinheiro: panorama geral – 4 jun 2014

Poupança: nova ou velha, faz tempo que essa aplicação perde para a inflação. Fuja dela. Sem falar na baixa liquidez (retornos são mensais, não diários), risco elevado (é o mesmo do banco) e na baixa garantia do FGC (Fundo Garantidor de Crédito).

CDB: a Selic em elevação melhorou seu desempenho, mas observe sempre o percentual do CDI obtido e lembre-se que há incidência de IR. A última reunião do Copom estabilizou a meta Selic em 11% a.a. Se a Selic começar a cair, o rendimento de aplicações atreladas ao CDI cai junto, acompanhe.

Bolsa: o mercado deixou bem claro as regras do jogo nas últimas semanas: será balizado pelas eleições. Se você acredita que Continue lendo “Proteja seu dinheiro: panorama geral – 4 jun 2014”

Proteja seu dinheiro – 16.out.13

Atenção: as informações aqui apresentadas traduzem a visão pessoal do autor, e não possuem nenhuma forma de garantia de retorno ou rentabilidade.

Governo americano aos 44 do segundo tempo para fechar o acordo do teto da dívida. Pouca gente acredita que o acordo não saia até o apito final, mas as apostas em calote em maior prazo começam a aumentar. Fitch já sinaliza possível rebaixamento da nota dos EUA.

Tesouro Direto: fundos de pensão reduziram participação em títulos atrelados à inflação (NTN-B), mas continuam mantendo um bom percentual em carteira. Eles erram pouco. Passaram a comprar mais Continue lendo “Proteja seu dinheiro – 16.out.13”

Proteja seu dinheiro – 02.out.13

Atenção: as informações aqui apresentadas traduzem a visão pessoal do autor, e não possuem nenhuma forma de garantia de retorno ou rentabilidade.

Tesouro Direto: títulos prefixados com referência à Selic são as queridinhas da vez, pois o consenso é que estejamos num pico. Fundos de pensão estrangeiros estão comprando LTN. Por períodos mais curtos, títulos que acompanham a Selic (LFT, por exemplo) podem ser boa opção, mas a tendência é de queda. Títulos atrelados à inflação (NTN-B, por exemplo) estão desvalorizados no mercado secundário, mas terão a rentabilidade contratual garantida no vencimento. Quem está comprado nesses títulos não deveria se desfazer deles agora.

Ações: como sempre, o investimento seguro em ações é o de portfolio e a longo prazo (compra de índices, como Ibovespa, IBX, etc., que pode ser feito por ETF ou fundos). Mas há muitas ações desvalorizadas, que podem ter bons ganhos dentro de alguns meses. Prefira empresas sólidas, com bom histórico nos últimos anos. Investimentos especulativos, como os do grupo EBX (OGX, principalmente) foram as que mais destruíram valor e puxaram o Ibovespa para baixo. Muitos analistas estão recomendando mais as empresas que sejam boas pagadoras de dividendos.

Poupança: a recente elevação e estabilização da taxa básica de juros pelo Copom fez com que a poupança voltasse à regra antiga de remuneração (aplicada quando a Selic fica acima de 8,5% a.a.). A regra antiga é de remunerar os depósitos em poupança em TR + 0,5% a.m. Para o longo prazo, a tendência é que a Selic volte a cair e a poupança retorne à regra nova (TR + 70% da Selic). Lembre-se que a poupança tem baixa liquidez da remuneração (só uma vez por mês) e seu risco é atrelado ao risco da instituição em que foi feito o depósito. A vantagem é a isenção de Imposto de Renda. Recomendo para períodos pouco superiores a 1 mês. Continue lendo “Proteja seu dinheiro – 02.out.13”

O que é Tesouro Direto?

O governo federal brasileiro emite algumas modalidades de títulos negociáveis e os vende no mercado aberto (open market) com dois principais objetivos: fazer o controle monetário e como fonte de financiamento. O controle monetário é feito com o controle do volume de títulos que são vendidos ou comprados, operações que retiram ou colocam, respectivamente, moeda no mercado. O detentor do título receberá sua remuneração em datas pré-estabelecidas ou em seu vencimento, o que estimula sua retenção por certo tempo e dá ao governo a possibilidade de obter estes recursos sem ter que recorrer a opções mais caras ou estrangeiras.

Pessoas físicas ou jurídicas podem investir diretamente nestes títulos do tesouro nacional, sem necessidade do intermédio de bancos e fundos de investimentos – por isso são chamados de Tesouro Direto. A única coisa que o investidor precisa fazer é abrir conta numa corretora, e várias delas não cobram taxas para este tipo de operação. É um investimento feito pela Internet pelo próprio investidor, mais seguro que a poupança (garantido pelo Tesouro Nacional) e costuma ser também mais rentável. Podem ser vendidos antes da data de vencimento, e o Imposto de Renda é retido pela corretora. Continue lendo “O que é Tesouro Direto?”