O que é Tesouro Direto?


O governo federal brasileiro emite algumas modalidades de títulos negociáveis e os vende no mercado aberto (open market) com dois principais objetivos: fazer o controle monetário e como fonte de financiamento. O controle monetário é feito com o controle do volume de títulos que são vendidos ou comprados, operações que retiram ou colocam, respectivamente, moeda no mercado. O detentor do título receberá sua remuneração em datas pré-estabelecidas ou em seu vencimento, o que estimula sua retenção por certo tempo e dá ao governo a possibilidade de obter estes recursos sem ter que recorrer a opções mais caras ou estrangeiras.

Pessoas físicas ou jurídicas podem investir diretamente nestes títulos do tesouro nacional, sem necessidade do intermédio de bancos e fundos de investimentos – por isso são chamados de Tesouro Direto. A única coisa que o investidor precisa fazer é abrir conta numa corretora, e várias delas não cobram taxas para este tipo de operação. É um investimento feito pela Internet pelo próprio investidor, mais seguro que a poupança (garantido pelo Tesouro Nacional) e costuma ser também mais rentável. Podem ser vendidos antes da data de vencimento, e o Imposto de Renda é retido pela corretora.

O investidor pode vender o título de volta ao governo pelo valor vigente naquele momento todas as quartas-feiras. A compra pode ser feita a qualquer dia da semana, mas são emitidos em quantidade limitada e nem sempre estão disponíveis todos os tipos de títulos, por isso é bom ficar atento e acompanhar o site oficial do Tesouro Direto na internet.

A maior parte dos investidores não sabe, mas quando faz um investimento em fundos de renda fixa de um banco está comprando indiretamente estes mesmos títulos, mas com rentabilidade menor (o banco fica com uma parte do retorno) e com risco maior (se o banco tiver problemas o investidor pode perder o valor investido).

Os principais títulos oferecidos são os seguintes:

LFT – Letras Financeiros do Tesouro: rentabilidade varia e é atrelada à taxa Selic. É um bom investimento quando a Selic está em tendência de alta, pois a remuneração tende a aumentar. Paga no vencimento.

LTN – Letras do Tesouro Nacional: a rentabilidade é fixada com base na Selic do momento de sua emissão. É um bom investimento quando a Selic está em tendência de baixa, a rentabilidade não cai com os cortes do Copom. Paga no vencimento.

NTN-B – Notas do Tesouro Nacional Série B: a rentabilidade é uma composição do IPCA (indicador de inflação, variável) mais uma taxa de juros fixa. Vale a pena quando há tendência de aumento nas taxas de inflação (quando o Banco Central reduz muito a taxa Selic há maior risco de que isso ocorra). É também uma forma de proteger o poder de compra de recursos financeiros. Paga parcelas intermediárias a cada seis meses e no vencimento.

NTN-B Principal: funciona como a NTN-B, porém sem as parcelas semestrais. O valor total é pago no vencimento.

NTN-F – Notas do Tesouro Nacional Série F: funciona como a LTN, com rentabilidade pré-fixada, mais parcelas semestrais. O restante é pago no vencimento.

NTN-C – Notas do Tesouro Nacional Série C: funciona como a NTN-B, apenas trocando o índice de inflação pelo IGP-M, que é um valor mais próximo do mercado financeiro (rege o reajuste de aluguéis, por exemplo).

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