Confiança, lealdade e defesa do escritório de arquitetura [GA]

Seguindo com o tópico de comunicação estratégica do escritório de arquitetura, trago hoje mais algumas definições importantes para os textos que virei a publicar futuramente aqui no blog: os três elementos poderosos de engajamento de partes interessadas, confiança, lealdade e poder de defesa.

Confiança é a disposição a estar vulnerável a outra parte quando esta outra parte não pode ser controlada ou monitorada. Temos confiança quando decidimos voluntariamente assumir este risco. O cliente, por exemplo, precisa confiar no arquiteto para depositar um sinal da prestação do serviço quando ainda não houve nenhuma entrega, e nem haverá nos próximos dias. Conquistar a confiança é um processo que leva tempo e exige excelência em várias frentes. Uma vez conquistada, pode ser facilmente perdida se algo de errado acontecer e a resposta do escritório for pobre. Falhas e crises antigas de empresas continuam sendo citadas por clientes insatisfeitos por muito tempo após o incidente. Continuar lendo Confiança, lealdade e defesa do escritório de arquitetura [GA]

Engajamento de partes interessadas [GA]

Engajamento de partes interessadas (stakeholders) é um processo intencional de interação com indivíduos e grupos que possuam o poder de afetar positiva ou negativamente o desempenho financeiro, de responsabilidade social ou ambiental do escritório (a organização). Esses três tipos de resultados são conhecidos como triple bottom line, algo como tripla linha final de resultado de uma conta, e deram origem ao que ficou conhecido como estratégias ESG (ambiental, social e governança, em inglês).

Partes interessadas são todas as pessoas e organizações que tenham algum interesse relacionado à nossa organização, seja pela forma como opera, pelas relações interpessoais, trabalhistas, pelos seus produtos, pela sua influência ou mesmo por sua mera existência. Colaboradores, parceiros, fornecedores, clientes, consultores, assessores, apoiadores, governo, órgãos paraestatais (como o CAU), credores, reguladores, construtores, concorrentes, pessoas na área de influência de uma obra nossa são apenas alguns exemplos de partes interessadas. Continuar lendo Engajamento de partes interessadas [GA]

Contexto do desenho do escritório de arquitetura [GA]

O plano de negócios do escritório de arquitetura precisa ser orientado pela estratégia do negócio e por seu contexto operacional. Observe que esse contexto, uma das variáveis críticas, está em constante transformação, o que reforça a necessidade de reavaliação constante do desenho organizacional. Além disso, as demandas do contexto não costumam chegar em pacotes simples, o mais comum é que o escritório de arquitetura esteja constantemente sendo pressionado a responder a várias demandas simultâneas.

Um bom exemplo disso tem sido a adoção do BIM, que demanda aquisição de conhecimentos e habilidades técnicas simultâneas ao rápido desenvolvimento regulatório do setor de arquitetura, engenharia e construção (AEC) para as tecnologias, políticas e processos do próprio BIM. Portanto, como o contexto não é estático, o desenho precisa ser adaptável, flexível. E aqui vem uma boa notícia: um levantamento feito pelo arquiteto Daniel Fleming Collaço em seu trabalho final de graduação na FAU-USP indica que já existem escritórios de arquitetura fazendo isso. Continuar lendo Contexto do desenho do escritório de arquitetura [GA]

Variáveis humanas nas organizações [GA]

Existe muito conhecimento acumulado pelo campo do comportamento organizacional com imenso potencial de contribuir no desafio de gerir pessoas em qualquer tipo de organização. Tal conhecimento também tem a missão de melhorar objetivamente o ambiente organizacional de forma a proporcionar maior produtividade e qualidade com mais tranquilidade para gestores e equipes.

Mas ambiente organizacional não é um objeto fácil de se observar e medir, então o fazemos por meio de variáveis objetivas para isso. Algumas dessas variáveis são:

  • Absenteísmo: o não-comprometimento da pessoa com o trabalho de forma ampla. Se reflete em elevação na ocorrência de ausências não-programadas, muitas saídas por motivos de saúde, redução de jornada não provocada pelo escritório, por exemplo. O impacto na produtividade da organização é imediato e direto, mas tais ocorrências também exercem impactos indiretos sobre os demais membros das equipes; Continuar lendo Variáveis humanas nas organizações [GA]

Arquitetos titulares enquanto gestores de pessoas [GA]

Os arquitetos titulares dos escritórios brasileiros raramente se identificam com o papel de executivo de uma organização empresarial ou de uma instituição sem fins lucrativos. Porém, acumulam todas as funções deste papel. Deste posto dependem funções primordiais à sobrevivência no longo prazo, tais como a criação de uma visão motivadora, a inspiração à equipe, a proposição de desafios que valem a pena, a visão de que as pessoas do escritório estão participando de algo muito maior que elas próprias e maior que a soma das individualidades dos profissionais envolvidos.

Também cabe a este papel compreender que cada pessoa traz uma visão subjetiva ao trabalho e enriquece o grupo. É necessário identificar e compreender as pessoas para que o todo funcione bem. Habilidades como liderança e comunicação são fundamentais a quem se propõe a liderar um escritório. Continuar lendo Arquitetos titulares enquanto gestores de pessoas [GA]