A adoção do Building Information Modeling (BIM) não é apenas uma tendência, mas uma estratégia essencial na era da transformação digital. Além de todas as vantagens que já apresentamos neste blog, o BIM também vem a trazer excelência na avaliação de riscos, precificação de produtos financeiros e na tomada de decisões. Isso acontece porque traz um conjunto de ferramentas e processos que fornecem uma compreensão detalhada do projeto, permitindo uma avaliação mais precisa de riscos associados à construção e desenvolvimento imobiliário. Desta forma, a análise integrada de dados no BIM auxilia na tomada de decisões informadas sobre concessão de crédito, considerando fatores de custo, prazo e sustentabilidade.
Mesmo após a concessão do crédito, o BIM e tecnologias que podem a ele se associar permitem monitoramento em tempo real, tanto do desenvolvimento de projetos executivos quando da execução da obra. As instituições financeiras podem acompanhar os processos do cliente, garantindo a conformidade com os termos do financiamento e a identificação precoce de riscos potenciais relevantes ao credor.
A própria análise de viabilidade econômico-financeira também é favorecida pelas funcionalidades analíticas do BIM, como a análise de custos e até possível otimização de projeto técnico (design). Traduzindo, são ferramentas que auxiliam na mensuração dos riscos associados à capacidade do cliente em honrar obrigações financeiras, dando maior precisão ao cálculo do risco de crédito.
Como já dissemos, o BIM não se limita à fase de construção, estende seu impacto à gestão de ativos. Isso também permite às instituições financeiras utilizar dados detalhados do BIM para avaliar o valor residual dos ativos imobiliários financiados, contribuindo para análises de risco e retorno dos produtos. Certamente ajudará também a repensar o portfólio de produtos financeiros, pois a leitura do mercado será mais transparente.
Diversas funcionalidades incorporadas ao projeto paramétrico associado a um banco de dados, além da simples visualização tridimensional do projeto ajudam a identificar potenciais riscos de engenharia e construtivos. Isso mudará a forma de analisar e mitigar riscos antes da concessão do crédito (como já está ocorrendo em alguns países).
A conformidade com padrões BIM estabelecidos internacionalmente promove a interoperabilidade e colaboração entre diversas partes interessadas (stakeholders) do setor – e o credor certamente é uma das mais relevantes. Esse aspecto contribui muito para uma abordagem uniforme e padronizada que facilita a a compreensão consistente dos projetos financiados.
Em resumo, a adoção do BIM não apenas otimiza os processos na construção civil, mas também oferece uma perspectiva valiosa para as instituições financeiras que concedem crédito a empresas nesse setor. Integrando o BIM à estratégia de análise de riscos e concessão de crédito, a instituição financeira pode obter benefícios significativos em termos de eficiência operacional, gestão de riscos e tomada de decisões financeiramente fundamentadas.
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