Diferença entre direção e execução de obra

Alguns bancos exigem a apresentação de ART ou RRT de Execução de Obra para o financiamento imobiliário, sendo esta decorrente das exigências de seguradoras. Entretanto, este documento é um dos que mais geram dúvidas e confusões tanto entre clientes quanto aos profissionais de arquitetura e engenharia.

A Execução de Obra é anotada exclusivamente pela atividade 2.1.1 do RRT do CAU (quando arquiteto e urbanista) ou pela atividade 25 da ART do CREA (quando engenheiro). E, ao contrário do que algumas pessoas ainda pensam por mero desconhecimento, não existe limite de área ou número de pavimentos que possam ser de responsabilidade de arquitetos e urbanistas, inclusive estrutural. A diferença está no tipo de serviço (e ainda assim, são poucas as diferenças). Por exemplo, um arquiteto não pode se responsabilizar sozinho por (entre outros) estradas, ferrovias, pistas de aeroporto. O engenheiro, por sua vez, não pode se responsabilizar de forma solitária por planos diretores, urbanismo, projetos arquitetônicos, entre outras atividades.

A atividade de Execução de Obra é muito diferente da Direção de Obra, outra confusão comum. A direção é a assistência técnica à obra, e é realizado por visitas periódicas ao canteiro (com quantidade mínima estabelecida em contrato) para verificação do cumprimento do projeto e orientações gerais à equipe. Este é o serviço mais comum no Brasil, pois aqui é muito comum o investidor contratar diretamente a mão-de-obra de execução (a chamada autoconstrução ou autogestão) – motivo pelo qual as prefeituras costumam aceitar este documento. O profissional deve tomar muito cuidado aqui, pois esta não é a atividade de execução de obra. Portanto, não é o responsável pela execução de seus componentes, e sim pela direção técnica dos processos construtivos. Continuar lendo

Seminário Mobilidade e Transporte Sustentáveis

Apresento abaixo minhas impressões pessoais e anotações do seminário Mobilidade e Transporte Sustentáveis – Soluções Inovadoras para a Cidade, realizado pelo Grupo de Trabalho Mobilidade Urbana da Rede Nossa São Paulo em 01 de março de 2011 nas dependências do Sindicato dos Engenheiros no Estado de São Paulo – SEESP com o tema Transporte sobre trilhos. A mesa foi composta por: Maurício Broinizi Pereira (GT Mobilidade Urbana – presidência da mesa), Edilson Reis (SEESP), Marcos Kassab (representando a presidência do Metrô); Marcos Kiyoto (arquiteto e consultor da TC Urbes), Manuel Xavier Lemos Filho (Federação Nacional dos Metroviários – FENAMETRO), Ailton Brasiliense Pires (diretoria de planejamento da CPTM e pertencente à ANTP), Epaminondas Duarte Junior (diretoria de Planejamento e Expansão dos Transportes Metropolitanos – Metrô).

Maurício Broinizi Pereira abriu o seminário relatando o trabalho realizado no ano passado pelo GT de Mobilidade Urbana, os seminários realizados, e o produto obtido, um Continuar lendo