Mercado de escritórios de arquitetura de São Paulo: segmentação

Estas informações foram publicadas como artigo científico, cite a fonte:

TREVISAN, Ricardo M.; BARROS, Gil G.; ONO, Rosaria. Segmentação na atuação das empresas de Arquitetura no município de São Paulo. Anais.. Uberlândia: PPGAU/FAU/FAUeD/UFU, 2019. Disponível em http://www.eventos.ufu.br/ufu/sbqp/2019/10

Fizemos um levantamento de 420 escritórios de Arquitetura e Urbanismo no município de São Paulo entre 2018 e 2019, abrangendo diversos aspectos da prática profissional e atuação dos arquitetos e urbanistas enquanto atividade econômica. Este artigo foi apresentado no último Simpósio Brasileiro de Qualidade do Projeto no Ambiente Construído, realizado na Universidade Federal de Uberlândia (MG). O resultado do estudo foi bastante revelador, e nos permitiu ter um retrato mais nítido do mercado paulistano de prestação de serviços de Arquitetura e Urbanismo.

Entre outras conclusões, o levantamento apresentou fortes indícios de que, em sua maioria, os arquitetos e urbanistas não atuam de forma generalista nas possibilidades oferecidas pela formação superior diversificada, preferindo explorar segmentos e nichos de atuação específicos.

A atividade de Projeto de Arquitetura, mais conhecida e emblemática da profissão, não é oferecida como produto principal por nem metade (48,7%) dos escritórios da amostra. Arquitetura de Interiores é o produto principal de 37,6% deles, e o terceiro produto mais ofertado é a atividade de Consultoria, aparecendo à frente de atividades tradicionais do arquiteto, como Obras, Paisagismo, Projetos Urbanos, Plano Diretor, Projetos de Restauro.

Além disso, 20% da amostra não atendem pessoa física, 0,7% não atende a nenhum tipo de cliente privado (apenas Governo), e apenas 29,8% atendem o setor público.

Entre os grupos de clientes da iniciativa privada, apenas 28,6% atendem Incorporadoras Imobiliárias, só 23,1% atendem Indústrias, não mais que 70,2% atendem ao Varejo, 7,9% atendem hospitais e 14,5%, hotéis. É compreensível que alguns destes setores sejam limitados por especialização técnica e acesso a poucos clientes. Porém, ainda assim, segmentos como o varejo, que não possuem este tipo de limitação também está distante de ser atendido amplamente pelas empresas de Arquitetura e Urbanismo da amostra.

Para maiores detalhes, outras conclusões e a metodologia utilizada, consulte o artigo científico.

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