FGTS sob ameaça no Minha Casa Minha Vida 3

O governo está tão desesperado por reaquecer a economia que agora passou também a colocar em risco seus melhores ativos. A bola da vez é o Fundo de Garantia dos trabalhadores.

Tentando tapar um dos maiores furos por onde nossa economia faz água, diz o governo que quer reaquecer a construção civil. O problema é que os recursos que financiam a casa própria no Brasil são provenientes da poupança – que acabou. O Sistema Brasileiro de Poupança e Empréstimo (SBPE) está tendo déficits mensais recordes com os saques de poupadores cansados de ver seu dinheiro corroído pela inflação.

Nosso mercado imobiliário só não entrou (ainda) em colapso porque existe outra fonte de recursos para imóveis de valores mais baixos, para famílias de menor renda. Essa fonte é o Fundo de Garantia dos trabalhadores. O FGTS empresta a taxas subsidiadas, pois seu objetivo é facilitar ao trabalhador de menor renda a aquisição da casa própria.

Mas o governo quer mudar isso. Continue lendo “FGTS sob ameaça no Minha Casa Minha Vida 3”

Proteja seu dinheiro: default brasileiro

A negociação de CDS dos títulos públicos brasileiros no mercado internacional mostra que os investidores estão cobrando retornos crescentes nas últimas semanas, a ponto de termos nossa credibilidade abaixo de tradicionais caloteiros do mundo (e nos aproximando do risco Argentina). Ou seja, o mundo começou a temer o calote brasileiro.

Traduzindo: Tesouro Direto continua sendo uma boa aplicação… pero no mucho. Não aposte tudo no tesouro brasileiro. CDI privado, LCI e LCA continuam sendo boas opções.

Proteja seu dinheiro: coloque o cinto

A ZeroHedge fez uma análise da crise do Dow Jones em 1937, em decorrência do New Deal (em amarelo).

Em 2008, os bancos centrais assumiram dívidas para garantir que Ensaio sobre a cegueira continue sendo uma obra de ficção. O que veio a seguir (linha verde, S&P 500), até hoje, repete com impressionante semelhança os anos 1930.

Ao que tudo indica, é hora de correr para a segurança: Tesouro Direto, CDI, LCI. Alguém falou poupança? Segurança sim, mas com o mínimo de perdas, por favor. Nada de poupança.

E isso me lembra muito Iron Maiden…

Run to the hill

Run for your life…

Proteja seu dinheiro – como pensa o investidor?

Diz a teoria que os investidores deveriam agir racionalmente e buscar sempre a melhor combinação entre risco e retorno que estiver à disposição. Sabemos que nem sempre o ser humano é tão frio, mas vamos supor que seja. Num cenário assim, a seleção do investimento deveria considerar a) o retorno esperado, que pode ou não ser estimado pelos retornos passados; b) pelo risco, avaliado pela variação (variância estatística) dos retornos passados; c) liquidez.

O interessante de ter esses dados em mãos é que o risco passa a mostrar a probabilidade de retorno de um investimento, e completa as informações necessárias para a construção de carteiras racionais (mesmo não havendo garantias de retorno). O raciocínio mais básico do investidor é o da esperança matemática, ou esperança de x, ou E(x). Ele diz que o retorno que podemos esperar de um ativo qualquer é o retorno que ele oferece se o empreendimento der certo multiplicado pela probabilidade dele dar certo, somado a todas as probabilidades adicionais multiplicadas por seus respectivos retornos (positivos ou negativos).

Exemplo: um ativo tem 80% de chance de dar um retorno de R$100 e 20% de chance de dar prejuízo de R$10. O retorno esperado é: Continue lendo “Proteja seu dinheiro – como pensa o investidor?”

Rápida sobre o stress test do Citibank

Rapidinho, só uma provocação.

Claro que o stress test mostrou que o Citi não está tão saudável quanto o Bank of America. Mas é bom lembrar que isso é verdade em relação aos atuais fundamentos amplamente aceitos, aqueles que vieram do último Cisne Negro. Será que estamos mesmo fazendo os testes mais adequados? Até lá, vamos de Basileia III mesmo…

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O risco de crédito imobiliário é baixo mesmo?

Vários bancos brasileiros têm apresentado o LTV médio de crédito imobiliário como argumento para o baixo risco embutido nessas operações. O LTV (loan-to-value ratio) mede o quanto a parcela financiada representa do valor de mercado do imóvel, quanto mais baixo, melhor. O que me espanta é que o que tem sido apresentado está, em geral, acima de 75%, e isso é usado como argumento para indicar um hipotético baixo risco operacional. Não sei por que essa informação não chega, mas nos EUA, Fannie Mae e Freddie Mac não aceitam LTV superior a 80%. Continue lendo “O risco de crédito imobiliário é baixo mesmo?”